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Mais partes de corpos são achadas em depósito de entulho de prédios

30 de janeiro de 2012

Elas estavam em Caxias, para onde são levados entulhos do Centro.
Segundo Defesa Civil, não há prazo para encerramento de buscas no local.

Tapume nas obras na Avenida Treze de maio (Foto: Bernardo Tabak/G1)

Local de desabamento foi cercado por tapumes na Avenida Treze de maio (Foto: Bernardo Tabak/G1)

Mais duas partes de corpos foram encontradas, neste domingo (29), em meio ao entulho que é levado do local do desabamento de prédios no Centro do Rio para a Rodovia Washington Luis, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A informação é do secretário estadual de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões.

No sábado, bombeiros encontraram quatro partes de corpos no mesmo depósito de Caxias. Os desabamentos aconteceram na noite de quarta-feira (25). Até a tarde deste domingo, dos 17 corpos encontrados, 13 foram identificados. Um deles tambem foi achado no depósito da Washington Luis.

Obras no prédio no Centro do Rio (Foto: Bernardo Tabak/G1)
Bombeiros fazem vistoria em prédio ao lado do
desabamento (Foto: Bernardo Tabak/G1)

Bombeiros ainda buscam por pelo menos cinco pessoas nos escombros. Segundo Simões, não há prazo para o encerramento dos trabalhos no Centro do Rio. “Não vou parar até ter certeza que não tem mais nada aqui”, afirmou.

No fim da tarde deste domingo, uma equipe do Corpo de Bombeiros  fez uma vistoria, com o auxílio de uma escada magirus, nos restos dos escombros do Edifício Liberdade que ainda estão presos na parede do prédio vizinho, o Edifício Capital. A bordo de um cesto, suspensos pela magirus até a altura do sétimo andar, um integrante da equipe tirou fotos do que ainda sobrou da estrutura pendurada: vergalhões retorcidos, fios de eletricidade e cimento.

Holofotes acoplados a geradores de energia, alugados de uma empresa privada, foram retirados. “Vou usar a minha iluminação para continuar os trabalhos à noite, pontualmente”, disse Simões.

Treze de Maio será liberada
Continua interditada neste domingo a Avenida Treze de Maio, no Centro do Rio, onde houve odesabamento de três prédios. A interdição vale para veículos e pedestres, informou nesta manhã o Centro de Operações Rio, da Prefeitura. O rua será reaberta aos pedestres neste segunda-feira (30)

Também continua bloqueado ao trânsito o trecho da Avenida Almirante Barroso entre a Avenida Rio Branco e a Rua Senador Dantas. Esta, por sua vez, está com mão invertida entre a Almirante Barroso e a Rua Evaristo da Veiga. As inderdições são para permitir o trabalho das equipes dos bombeiros que trabalham nos escombros.

Limpeza e furto em depósito
Segundo o secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osório, as equipes estão intensificando a limpeza da área para que as ruas possam ser liberadas. O estacionamento na região, no entanto, continuará proibido.

A partir das 6h desta segunda-feira, segundo o Centro de Operações, a Avenida Almirante Barroso será totalmenteliberada ao tráfego, a Rua Senador Dantas voltará à mão original e a Avenida Treze de Maio será liberada aos pedestres. O prédio da Almirante Barroso 6 e o anexo do Theatro Municipal continuarão interditados pela Defesa Civil.

Ainda segundo Osório, câmeras instaladas no depósito para onde o entulho foi levado permitiram a identificação de quatro funcionários que furtavam pertences das vítimas. Os quatro, segundo ele, são de uma empresa prestadora de serviços e serão demitidos.


Identificados
Segundo a Polícia Civil, treze vítimas haviam sido identificadas até a tarde dest e domingo: Moisés de Araújo Costa, 57 anos, Elenice Maria Consani Quedas, de 64 anos, Alessandra Alves Lima, de 29 anos, Celso Renato Braga Cabral, de 46 anos, Margarida Vieira de Carvalho, de 65, Nilson de Assunção Ferreira, de 50 anos, Cornélio Ribeiro Lopes, de 73, Kelly da Costa Meneses, de 24 anos, Flavio Porrozzi Soares, de 34 anos, Amaro Tavares da Silva, de 40 anos, Gustavo da Costa Cunha, Luiz Leandro de Vasconcellos e Margarida de Carvalho. (Segundo a polícia, não tem relação com a mulher do zelador do edifício Liberdade que também morreu no desabamento e tem o mesmo nome).

Mapa detalhado dos prédios do desabamento no Rio (Foto: Arte G1)

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